No dia 06/10/2015, o Navio Libanês Haidar, que havia sido carregado com cerca de 5 mil bois vivos, enquanto ainda atracado no Píer 300 do Porto de Vila do Conde, adernou e acabou naufragando.  Em função do acidente ocorrido, algumas estacas do porto foram danificadas, e a CDP – Companhia Docas do Pará,  contratou a Dynamis Techne, em caráter emergencial, para realização de uma avaliação de integridade estrutural do Píer 300.

O Porto de Vila do Conde foi inaugurado pela Companhia Docas do Pará – CDP, em 24 de outubro de 1985, e localiza-se no município de Barcarena, Estado do Pará, à margem direita do Rio Pará, a uma distância fluvial de 55 km de Belém e a cerca de 3,3 km a jusante da Vila Murucupi (antiga Vila do Conde), em frente à baía de Marajó, formada, dentre outros, pela confluência dos rios Tocantins, Guamá, Moju e Acará. O Porto está integrado ao Complexo Portuário Industrial de Vila do Conde.

Muitos fatores transformam o porto em uma eficiente ligação da região com o resto do mundo em vista de seu privilegiado posicionamento geográfico, bem como a grande extensão de frente acostável com seus 10 berços de atracação com profundidade entre 12 m a 23 m, fácil acesso marítimo, fluvial e rodoviário, ampla disponibilidade de áreas para expansão.

 

 

Imagens do acidente com o Navio Haidar podem ser observadas abaixo. Nelas é possível se observar que o navio adernou para bombordo, e que o naufrágio teve início com o navio ainda atracado ao píer. Com isso, o navio afundou adjacente ao berço 302, com a casaria e a região da proa do navio, tendo ficado bem próximos à infraestrutura do píer. Embora o acidente tenha causado a morte da grande maioria dos animais, e provocado grande vazamento de óleo, não houve perda de vidas humanas.